Parece um sonho? Claro que não. Sob o brilho neon e a pele de porcelana, há um custo: a operação não só "corrige" sua aparência, mas também suas emoções, sua capacidade de criticar e sua memória de longo prazo. Em essência, ela apaga quem você é.
Na sua crítica à padronização estética e na construção de mundo visual. Onde o filme falha: Na profundidade emocional dos personagens secundários e no ritmo que salta de uma revelação para outra. Filme Feios -2024-
Tally, inicialmente obcecada em se tornar bonita para reencontrar sua amiga Peris (já operado), vê seu mundo virar de cabeça para baixo ao conhecer Shay (Brianne Tju), uma garota que não quer a cirurgia. Shay foge para o esconderijo dos "Feios" rebeldes, os "Fumantes", liderados pelo enigmático David (Keith Powers). Quando as autoridades (os "Especiais") dão um ultimato a Tally – encontre Shay e os rebeldes, ou nunca se tornará bonita – ela mergulha numa jornada que questiona o preço da aceitação social. Parece um sonho
Se você ama distopias adolescentes, vai encontrar entretenimento. Se você espera a mesma profundidade filosófica do livro, pode sair com a sensação de que colocaram um filtro bonito em cima de uma história que merecia ser vista a olho nu. Em essência, ela apaga quem você é
Feios (2024) é um filme que tenta abraçar mais do que consegue segurar. Para quem leu o livro, muitas nuances foram perdidas no caminho – especialmente a complexidade do relacionamento de Tally com seus pais e a verdadeira natureza dos Especiais. Para quem não leu, o filme serve como uma introdução sólida, embora superficial, a um universo distópico instigante.
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